Por Marcos de Assis
O HC Criança avalia metodologia capaz de prever a piora clínica de crianças antes que ela se torne visível. Trata-se de uma escala de deterioração clínica incorporada à rotina da pediatria oncológica que se estende a crianças internadas. Ela avalia sinais fisiológicos e comportamentais que, somados, indicam o risco de agravamento. O objetivo é agir mais rápido e com segurança quando o risco aumenta.
A escala soma múltiplos sinais e atribui pontuações a cada paciente. Com isso, as crianças são classificadas em verde, amarelo ou vermelho. Nos casos vermelhos, protocolos e condutas são acionados imediatamente. Fluxogramas definidos orientam a equipe e agilizam encaminhamentos, inclusive para o CTI quando necessário.
“Com essa escala, nós conseguimos prever a piora clínica da criança. Isso traz benefícios para criança do ponto de vista de tratamento, traz benefícios para toda a equipe do ponto de vista de segurança daquilo que estamos fazendo e traz benefícios paro o Hospital, porque a gente consegue encaminhar o paciente para o CTI no momento certo, na hora certa e quando há realmente a necessidade”, explica a oncopediatra, Maristella Bergamo, responsável no HCRP pelos programas do St. Jude Children’s Research Hospital, Instituição de pesquisa e tratamento pediátrico localizado em Memphis, Tennessee, EUA, e que desenvolveu a metodologia e aplica em hospitais parceiros.
O maior benefício é enxergar a gravidade antes dos olhos humanos perceberem. Essa antecipação traz tratamento mais oportuno e reduz danos em enfermarias de pediatria. Para a equipe, aumenta a segurança e a confiança nas decisões. Para o hospital, permite direcionar recursos no momento certo, evitando atrasos críticos.
“Ao somarmos esses pontos (estipulados pela escala), os pacientes são classificados em verde, amarelo ou vermelho. E a partir daí, os pacientes que estão em vermelho, condutas são acionadas para minimizarmos os danos a esse paciente que evolui para uma gravidade quando está internado numa enfermaria de pediatria”, afirma a oncopediatra, Juliana Teixeira Costa, integrante do grupo do St Jude.
A metodologia também fortalece a comunicação interdisciplinar entre médicos, enfermagem e demais profissionais. Ao identificar precocemente o paciente grave, diminui os dias de UTI e a necessidade de intervenções invasivas. O resultado é um cuidado mais qualificado e centrado na criança. Há ainda economia de custos, com uso mais racional de leitos e terapias. “Creio que em torno de seis meses a metodologia estará implementada”, afirma Maristella.
E o maior benefício dela é que a gente pode conseguir enxergar a gravidade do paciente antes que os olhos humanos consigam enxergar. Então, através de vários sinais, né, que a gente vai somando e pontuando cada paciente, esses pacientes são classificados em verde, amarelo ou vermelho. E a partir daí os pacientes que estão em vermelho, condutas são acionadas, são realizados. Aí a equipe já fez todo o fluxograma, todo o tratamento para esse paciente ser atendido, para que a gente possa aí minimizar, né, eh, os danos a esse paciente que evolui para uma gravidade quando tá internado numa enfermaria de pediatria
Treinamento – O HC Criança recebeu a equipe do St Jude formada pela oncologista Juliana Teixeira Costa, intensivista pediatra Alejandra Mendes e pediatra e bioinformata, Xiomara Gamboa. Elas estão ajudando a implementar a metodologia no HC Criança. O professora Maristella Bergamo é a a primeira da fila







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