Residência de família do HCRP é representada em evento na Irlanda

 

 

Por Marcos de Assis

De 25 a 28 de setembro, em Dublin, Irlanda, a World Organization of Family Doctors (WONCA Europe) realizou um evento, reunindo profissionais de saúde de todo o mundo para discutir o futuro das nações e os desafios da medicina de família em sistemas e serviços de saúde globais.

A residência de medicina de família e comunidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC FMRP USP) teve uma participação na programação científica. A Dra. Cely Morcerf, médica de família e doutoranda do departamento de medicina social, apresentou pesquisas desenvolvidas e liderou discussões sobre o impacto da medicina centrada na pessoa em cuidados na multimorbidade. Sua participação, sob orientação do Prof. Dr. João Mazzoncini de Azevedo Marques, também abordou estudos relacionados às populações negligenciadas, destacando a importância da inclusão e equidade na saúde.

Função – A Medicina de Família e Comunidade desempenha um papel na prestação de assistência, tanto para indivíduos quanto para comunidades. Sua abordagem centrada no paciente e sua visão da saúde são para o cuidado integrado dentro dos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados. Esta especialidade médica atua como um pilar na promoção da saúde, prevenção de doenças e gestão de condições crônicas, contribuindo para a melhoria dos indicadores de saúde populacional.

Os dados apresentados durante o evento da WONCA Europe indicam tendências no campo da Medicina de Família e Comunidade. Estudos mostram que países com sistemas de saúde baseados na atenção primária, com médicos de família treinados, apresentam resultados de saúde e custos. Por exemplo, pesquisas apontam que para cada 10% de aumento na cobertura de médicos de família, há uma redução de 5% na mortalidade e de 9% nas internações hospitalares evitáveis. Além disso, os dados ressaltam a eficácia da abordagem centrada na pessoa em casos de multimorbidade, com pacientes relatando satisfação, adesão ao tratamento e melhoria na qualidade de vida. Esses indicadores reforçam a importância de investir na formação e valorização dos médicos de família e comunidade como estratégia para fortalecer os sistemas de saúde e melhorar os resultados em saúde pública.

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