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Autores do texto:
Juliana Cardeal da Costa Zorzo
Laura M. Valdevite
Aline Maria Bonini Moyses
Maria Odette S. de Azeredo Passos
Katia Maria Padula

A Organização Mundial de Saúde definiu o dia 24 de junho, como sendo o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, com o objetivo de alertar a todos sobre os riscos e as consequências que a queda pode ocasionar em suas vidas, principalmente, quando nos referimos às pessoas idosas. No Brasil o Ministério da Saúde também incorporou esta data em seu calendário para alertar a população sobre a necessidade de se prevenir a queda.

A queda é definida como sendo o deslocamento não intencional do corpo para uma posição inferior a que se encontrava, com impossibilidade de correção em tempo hábil, causada por fatores intrínsecos à pessoa ou ao ambiente. É um incidente frequente nos serviços de saúde e que pode causar limitações aos pacientes, sendo considerado um indicador de fragilidade dos serviços de saúde. Infelizmente, diariamente, ainda convivemos com a ocorrência de quedas dentro destes serviços, sendo ela o terceiro evento adverso mais notificado à Agencia Nacional de Vigilância em Saúde (ANVISA) (FALCÃO et al., 2019).

São vários os fatores de risco que podem aumentar a probabilidade da ocorrência de queda, sendo alguns deles: extremos de idade; uso de medicamentos diuréticos, sedativos, hipotensivos, psicotrópicos, ansiolíticos; o uso de dispositivos médicos que dificultam a mobilidade; algumas patologias; dificuldades na marcha e locomoção, dentre outros.

A literatura internacional nos mostra um índice de 1,03 a 4,18 quedas a cada 1000 pacientes internados enquanto que a nacional tem uma variação entre 1,7 a 7,2 quedas a cada 1000 pacientes internados (BARBOSA et al., 2019). Este cenário pode variar conforme o setor de internação e as características dos pacientes que lá se encontram. Nos últimos dois anos, os indicadores do HCFMRP USP mostram um índice de 0,9 queda a cada 1000 pacientes internados no Hospital.

Diante deste cenário os profissionais de saúde têm pela frente um grande desafio para que este incidente seja evitado, são eles: a identificação precoce dos fatores de risco e a implementação das ações de segurança previstas no Protocolo Institucional de Quedas.

No HC o Subcomitê de Prevenção de Queda vem desenvolvendo várias ações para a prevenção e para o cuidado pós queda. Dentre elas estão: a elaboração de Protocolo Interno de Prevenção e Manejo Pós Queda; o incentivo à notificação para que seja feita a investigação das possíveis causas e para a tomada de medidas corretivas; o acompanhamento dos indicadores, além das ações educativas e consultivas para as equipes.

O Protocolo Interno de Prevenção e Manejo Pós Queda, está disponível na Intranet do Hospital em dowloads “Gerenciamento de Risco – SGR/NSP” e deve ser acessado por todos os profissionais de saúde.  Nele estão descritas as principais causas de quedas e a escala de classificação dos pacientes de acordo com o risco associado à sua condição; as ações preventivas para reduzir a incidência da queda de forma que seja promovida a qualidade, segurança, humanização dos cuidados e também o manejo pós queda.

Neste mês de junho, ao comemorarmos o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, nós do Subcomitê de Prevenção de Queda em parceria com o Gerenciamento de Risco queremos alertar a todos sobre os riscos de ocorrência deste incidente relembrando que a queda pode ocorrer a qualquer momento ou local do Hospital durante a jornada do paciente.

É nosso dever zelar pela segurança dos pacientes.

Lembre-se que embora haja fatores de riscos, todos têm risco de queda!

Assim, é preciso nos mantermos alertas aos riscos e conscientes das medidas preventivas relacionadas a queda e cabe a cada um de nós incentivar nossos pacientes para que eles nos ajudem a tornar o seu tratamento mais seguro e livre da possibilidade da ocorrência de eventos adversos como o da queda.

Juntos somos melhores.

Referências
BARBOSA, A.S. et al. Caracterização dos incidentes de quedas dos pacientes adultos internados em um hospital universitário. Revista Gaucha de Enfermagem, 40 (esp), e20180303. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/3QVcZQvQTFCbwF5bDJTT4px/?format=pdf&lang=pt. Acessado: 05 de maio de 2021.
FALCÃO, R.M.M. et al. Risco de quedas em pessoas idosas hospitalizadas. Revista Gaucha de Enfermagem, 40 (esp), e20180266. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/qSCPHftJmPhLL6QHLQ5W9dK/?lang=pt&format=pdf. Acessado: 05 de maio de 2021.