Cerca de 700 pacientes estiveram presentes na 25ª Campanha de Prevenção do Câncer da Pele que aconteceu no último sábado, dia 1º de dezembro. Os pacientes foram orientados, examinados e os que tiveram diagnóstico positivo para a doença foram tratados no mesmo dia ou agendados para seguimento no Hospital das Clínicas.
A campanha, coordenada pela professora Cacilda Silva Souza, foi realizada pelo Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Casos no Brasil

Um país com menos casos de câncer da pele é meta alcançável. O levantamento do Instituto Nacional do Câncer aponta que a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuirá em 10 mil casos do biênio 2016/2017 para o biênio 2018/2019.
Mas ainda há muito trabalho de prevenção a se fazer. O câncer de pele é o mais incidente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Para o biênio 2018/2019, a
estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer da pele não melanoma.
Outro dado novo desse período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil).

Prevenção deve começar na infância

Os especialistas têm enfatizado sobre os cuidados com as crianças, pois, as chances de desenvolvimento da doença são reduzidas se as medidas de prevenção forem adotadas desde a infância. As crianças devem ser protegidas e os jovens orientados quanto aos riscos da exposição solar excessiva, durante as atividades esportivas e de lazer ao ar livre.

A proteção pode ser feita com roupas adequadas, óculos, chapéus ou bonés e filtro solar, principalmente no período de 10 às 15 horas, em que há maior intensidade de radiação solar.

O câncer da pele atinge mais comumente indivíduos com mais de 50 anos, no entanto, a sua frequência tem aumentado em indivíduos mais jovens. Há grupos da população mais susceptíveis ao câncer de pele, como indivíduos de pele clara, aqueles que se expuseram excessivamente ao sol, ou que já tiveram um câncer da pele. Esses grupos devem estar mais atentos aos sinais suspeitos do câncer da pele e procurar atendimento periódico do especialista para exame e orientações de prevenção.

De frente com a doença

O câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado de células da pele. Existem três tipos de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais frequente, e o melanoma, o mais raro e grave, com alto potencial de produzir metástases. Alguns tipos podem levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele.
Noventa por cento dos tumores de pele são curáveis, desde que detectados precocemente. A cirurgia executada por médicos especialistas, ainda, é o método mais adequado para tratamento dos tumores cutâneos nas fases iniciais. A divulgação de informações para população sobre as principais causas e sinais comuns de tumores cutâneos, em conjunto com o acesso da população aos serviços de saúde tem contribuído para a prevenção e detecção precoce da doença.

Sinais de alerta

Crescimento de nódulo, róseo a escuro, que se ulcera e sangra facilmente; Mancha que arde, descama e sangra sem causa aparente;
“Pinta” ou “sinal” que muda de cor, tamanho, espessura ou contornos;
Feridas que sangram e não cicatrizam.

Como proteger a pele da radiação solar

Evite exposição excessiva ao sol no período entre 10 e 16 horas (horário de verão).
A face é local frequente dos tumores da pele, proteja-a sempre. Não se esqueça de proteger os lábios e as orelhas.
Use chapéu, boné, óculos e roupas que protejam a pele.
Use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30, aplicando-o, generosamente, pelo menos 20 minutos antes da exposição ao sol. Reaplique se for permanecer exposto ao sol por mais de 2 a 3 horas.
Procure um especialista se notar na pele: manchas, “pintas” ou “sinais” que estão se modificando, as que formam “cascas” na superfície ou sangram com facilidade; feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento rápido ou contínuo.