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A técnica de enfermagem Maria Luci foi a primeira pessoa a ser vacinada no Hospital

Dezenove de janeiro, dia em que a primeira dose da vacina contra a  COVID-19 foi aplicada no HC e em Ribeirão Preto. Eram 9h20, quando a técnica de enfermagem Maria Luci dos Santos, a Malu, recebeu a vacina mais esperada dos últimos 11 meses. A honra de aplicar coube à enfermeira Giselda Aparecida de Paula.

 

O saguão do anfiteatro CEAPS recebeu 23 funcionárias, dois funcionários e a doutora Margaret de Castro, ex-diretora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, para receberem as primeiras doses. A cerimônia foi conduzida pelo governador João Doria, com a participação do professor Dimas Tadeu Covas, presidente do Instituto Butantan e do Hemocentro RP, do prefeito Antônio Duarte Nogueira Jr, e  do superintendente do HCFMRP-USP, professor Benedito Carlos Maciel.

Professor Benedito Maciel, Governador João Dória e Diretor do Instituto Butantan Dimas Covas

Flábia, Giselda, Vivian, Juliana, Maria Sueli, Maria Luci e a emoção de fazer parte desse momento histórico

Quatro funcionárias do HC: duas enfermeiras Juliana Badia e Flábia Trovo, uma técnica de enfermagem, Maria Luci dos Santos, uma fisioterapeuta, Vivian Siansi, e a professora da FMRP, Margaret de Castro foram as primeiras a receberem as doses. Leia os depoimentos no final da matéria.

Chegada – A Coronavac chegou ao Hospital das Clínicas, no dia 22, por volta das 21h. Um caminhão escoltado pela Polícia Militar trouxe as 6.520 doses para serem aplicadas nos funcionários da linha de frente do combate à COVID-19.

Marina Filipin – farmacêutica

Foi um momento marcante para dezenas de servidores que acompanharam o descarregamento e fizeram questão de tirar fotos junto ao caminhão. “Nunca imaginei ter a honra de receber o carregamento da vacina. Vou guardar para sempre este momento”, afirmou a farmacêutica Marina Filipin.

A felicidade estampava o rosto de cada um deles. “Chegou e estou feliz por isso”, “É o começo da virada”, “Foi o melhor momento de minha vida nos últimos meses”, foram frases registradas pelo Jornal do HC em um momento único na vida de quem presenciou o desembarque das vacinas em três caixas de isopor.

 


Confira os depoimentos das primeiras profissionais vacinadas e das profissionais que viveram a emoção de aplicar as primeiras vacinas

Vivian Siansi, fisioterapeuta

Vivian, o que esta terça-feira representa na sua vida?

É um dia, um novo ciclo. Agora tem que ser uma nova fase. Uma fase com menos medo, mais segura para continuar atendendo meus pacientes junto com a minha equipe. Estou muito confiante, feliz, é um momento de esperança de dias melhores.

 O que é  faz você entrar todos os dias numa área com risco de contaminação e continuar trabalhando assim mesmo? 

Amor. Amor à profissão, amor ao paciente, amor ao próximo. A gente corre o risco mesmo, mas vai com medo, mas quando vai atendê-lo dá o melhor. Toda a minha equipe sempre deu o seu melhor no combate à COVID.

 E hoje é um dia feliz para você? 

Hoje é um dia de muita felicidade e de muita emoção. Só quem trabalhou na linha de frente sabe da importância desse dia. Estou muito feliz.

Assista ao depoimento completo da fisioterapeuta Vivian

Maria Sueli Lourencini, técnica de enfermagem

Maria Sueli, conte para nós um pouquinho sobre esta terça-feira na sua vida.

Foi uma sensação maravilhosa, boa e emocionante. Fiquei muito feliz em poder participar deste dia, de fazer as primeiras vacinas da COVID-19.

Emociona?

Muito emocionada. Fiquei muito emocionada na hora de fazer a vacina.

Assista ao depoimento completo da técnica de enfermagem Sueli

Maria Luci dos Santos, técnica de enfermagem

Maria Luci dos Santos, a Malu, o que esta terça-feira representa  na tua vida?

É o recomeço, o alívio.

Você a partir de hoje se sente mais tranquila? 

Sim. Mais tranquila, mais confiante.

Sua determinação para trabalhar pode ser contada em várias histórias, mas uma delas é que você optou por morar em um apartamento, longe da família para continuar trabalhando por quê? 

É que eu amo essa profissão. E no meio da pandemia, quando eu pensei em desistir, eu repetia para mim todos os dias, eu não sou covarde. Eu sou um soldadinho só, que faz a diferença na vida de alguém e isso é muito importante.

Você se emociona? 

Sim. Que bom que está dando tudo certo. Demorou, mas está dando tudo certo, que bom que foi agora, a gente sabe, né?

Feliz? 

Sim, feliz, muito feliz.

Assista ao depoimento completo da técnica de enfermagem Maria Luci

Margaret de Castro, professora FMRP

Qual a importância deste dia para senhora?

Olha, Marcos, é muito importante. Ele é importante, porque ele resgata uma oportunidade que eu não tive de vacinar quando eu nasci. O que me fez ter poliomielite,  na época, era difícil a vacinação. E hoje ter uma vacina é o que vai conseguir trazer nossas vidas de volta, a nossa capacidade de voltar ao trabalho, voltar a conviver com a família e com os amigos, então é muito importante para mim estar, neste momento, sendo vacinada aqui no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Além dessa razão pessoal, eu também tenho uma razão institucional. Eu era diretora da Faculdade, no início desta pandemia, e vi como os gestores deste Hospital, professor Maciel, superintendente, professor Pazin, diretor de Atenção à Saúde, o tanto que essas pessoas trabalharam para transformar esta Instituição, num lugar que oferecesse atendimento à população de Ribeirão e dos quatro milhões da região, que é este Hospital é terciário, quaternário e rede hospitais para que eles sejam encaminhados. Mas mais, não foram só os gestores que trabalharam divinamente. Mas todos os funcionários desse hospital trabalharam, enfermeiros, limpeza, administração, nutrição todos os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, não tem uma pessoa que não se envolveu nesta pandemia, fazendo com que este Hospital fizesse o seu melhor para população de Ribeirão e região. Então, essa é a segunda razão de muita felicidade de estar aqui, em ver uma Instituição que vestiu a camisa da sociedade, pela oportunidade de ter o seu corpo técnico e seus funcionários da cidade. A terceira razão. Você sabe que como professora da Faculdade de Medicina, eu trabalho com ciência, eu produzo conhecimento, eu transmito conhecimento e o fato de você ter uma vacina em uma estrutura de um Instituto, como o Instituto Butantã, paulista, sério, competente, ter trazido essa primeira vacina para população brasileira é também motivo de muita felicidade.

Dia histórico?

É histórico. Este dia para nós aqui é histórico. E o professor Dimas. Ele é egresso da nossa escola, egresso deste Hospital, fez toda sua formação aqui. Então, também não deixa de ser emblemático que ele à frente do Butantã, tenha vindo, aqui, na sua escola, no seu hospital de origem e no Hemocentro que ele ajudou a fundar para fazer este momento tão simbólico que é o início da vacinação neste Hospital. Então, são várias ações de felicidade e de honra de ter participado desse começo da vacinação em Ribeirão Preto, dentro do nosso hospital.

Assista ao depoimento completo da professora Margaret de Castro

Juliana Badia, enfermeira

Juliana, conta um pouco desta terça-feira na sua vida. Esta terça-feira vai ficar para a história na minha lembrança.

Foi um momento único para mim. Acho que para todos nós que estamos envolvidos. Estamos nessa linha de frente, desde o ano passado, é um momento de muita esperança. Eu estou muito feliz. Talvez não seja a cura imediata, mas é o que vai remediar a continuação dessa batalha até o fim.

Hoje você começa a ir para sua casa, junto com a sua mãe e irmã, mais tranquila?  

Me sinto muito mais segura, mais aliviada. A sensação é essa de segurança, de alívio por ter sido imunizada, por diminuir o risco por estar trabalhando diretamente com pacientes COVID em relação aos meus familiares, minha família e minha mãe.

Assista ao depoimento completo da enfermeira Juliana

Giselda Aparecida de Paula

A enfermeira Giselda Aparecida de Paula foi uma das escolhidas para participar de um dia histórico para o país, para a região e para ela. Ela e sua colega Maria Sueli aplicaram as 26 primeiras vacinas em colegas que trabalham na área COVID.

Assista ao depoimento completo da enfermeira Giselda

 

Flábia Trovo, enfermeira

Flábia, conta o que você sentiu, nesta terça-feira?

 Histórico. Eu acho que o momento de esperança  chegou ao nosso alcance. A gente olhava a vacina, nas matérias de vacina, parecia tão longe e eu acreditei muito, nesse tempo, nos cientistas. E num momento tão rápido, ela está aqui, perto de nós, está em mim agora porque já foi aplicada. Quero sentar e estudar com os meus filhos esse momento nos vestibulares deles, contar para os meus netos e logo, logo poder beijar e abraçar eles.

Você volta para sua casa a partir de agora mais tranquila? 

Mais tranquila, sim. Mas não com menos consciência. Eu acho que a pandemia está longe de acabar, a doença está aí e o vírus está circulando. Estou mais tranquila, porque acredito que essa proteção vai melhorar muito o nosso dia a dia, o nosso meio de conviver. Mas não acredito que a pandemia se encerre agora.

Assista ao depoimento completo da enfermeira Flábia